Samurai Gourmet

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Tô assistindo no Netflix a série japonesa “Samurai Gourmet” e gostando muito.

Conta a história do sr. Takeshi Kasumi, um homem de 60 anos, simples e gentil, que inicia sua vida de aposentado após muitos anos de trabalho duro. Sem muito a fazer e sem grandes perspectivas, decide iniciar uma saga gastronômica (e existencial) visitando vários restaurantes – e lugares mais modestos também – a fim de conhecer pratos culinários de várias partes do mundo, que ele nunca teve tempo de conhecer. Em cada episódio, o sr. Takeshi sempre aprende algo sobre ele mesmo e sobre a vida. E toda vez que precisa encarar algum conflito (interno ou externo), o samurai aparece para lhe dar inspiração e coragem.

Não tem como eu assistir a essa série sem me lembrar o tempo todo do meu querido pai. 🙂 Ele certamente ficaria muito feliz fazendo uma aventura gastronômica igual a do sr. Takeshi. 🙂

luiz comendo

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Nova história em produção!

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Perto do final do ano consegui, finalmente, terminar de escrever uma nova HQ “longa” do Jeanzinho, depois de um bom tempo. Tem 17 páginas! É a “famosa” história com o Seu Raul, o mecânico do bairro onde o Jeanzinho mora, sobre a qual já falei algumas vezes.

O Seu Raul já apareceu como figurante na história O Menino (Quase) Nu, disponível para leitura aqui no site.

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Me diverti como um louco escrevendo isso e não vejo a hora de desenhá-la. A história veio num bom momento, em que vinha batendo um pouco de desânimo.

Ainda não decidi como vou desenhar essa história – se num formato tradicional, de página de HQ, ou num formato horizontal, deixando a história inédita para publicar numa coletânea (impressa) de tiras no futuro. Coletânea que, na verdade, pode nunca rolar, pois até o momento nenhuma editora se mostrou interessada no personagem. Ou então faço como as outras histórias: produzo e publico no site. Vamos ver.

É isso por enquanto, e obrigado por acompanharem a gente aqui! 

Feliz Natal!

Desejamos aos nossos leitores e leitoras uma Feliz Natal! ❤

E mantendo a “tradição” iniciada nas duas últimas tiras, mais uma vez atrasei a tira nova. Desculpem! Tive pouco tempo para desenhar esses dias. Mas na quarta-feira estaremos aqui de novo. Até lá! 😀

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HQs em novo formato

Olá, pessoal!

Quero avisar que estou começando a colocar as HQs do site num novo formato de leitura, para vocês poderem ler aqui mesmo. Fiz isso porque sei que nem todo mundo gosta de ler no Issuu. As HQs continuarão disponíveis na antiga plataforma – basta clicar na página Quadrinhos para acessar.

Para quem quiser ler aqui mesmo, apenas passe o cursor do mouse sobre o link Quadrinhos que você já vê os títulos das histórias; aí é só clicar neles e começar a ler.   As histórias foram divididas em capítulos, que podem ser acessados a partir dos títulos de cada história pelo link Quadrinhos ou ao final de cada capítulo.

Já estão online as HQs Aprendendo a Levantar e O Menino (Quase Nu). Daqui a alguns dias, coloco A Cidade das Maravilhas também!

Nemo

Estudos que andei fazendo para o Nemo, um dos próximos personagens a entrar nas tiras do Jeanzinho. Quem acompanha meu perfil pessoal já vai saber que ele é obviamente inspirado no meu gato de estimação. O Nemo me deixa louco às vezes, mas eu gosto muito dele. Não tinha como não entrar para o elenco. 

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Paulo Henrique

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O Paulo Henrique das tiras do Jeanzinho foi baseado numa pessoa real, da época em que eu estava no ginásio (atual Fundamental II). A diferença é que ele era loiro, mas escolhi deixar o personagem ruivo pra não ter dois loiros na tira.
Não sofri bullying nas mãos dele, felizmente, mas soube de algumas crianças menores que sofreram. Era filho de uma professora, e sendo assim, ficava entendido (na cabeça das crianças, não necessariamente no mundo real) que ele era alguém “importante”, a maior autoridade dentro da sala de aula depois da professora, e portanto devia ser “respeitado”. E com base nisso o Paulo Henrique cometia seus abusos. Então, bem cedo na vida eu já havia notado como funciona o mundo, o poder, e como as pessoas o utilizam.
Conheci outros Paulos Henriques na vida, e outras pessoas com nomes compostos… Eram todas pessoas difíceis de lidar. Tenho medo de pessoas com nomes compostos.
Não digo que todos os Paulos Henriques do mundo sejam maus. Não conheço todos. Mas todo Paulo Henrique que eu, pessoalmente, conheci, era um demônio.
Então, nada melhor (ou pior) que eleger o PH para representar todas essas pessoas que adoram abusar do poder.

Popeye

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O Popeye no meu traço, pra uma futura história que quero fazer com o Jeanzinho ao lado do marinheiro caolho. 🙃

Hoje em dia é um personagem esquecido, muito distante do radar das crianças atuais. Até do meu, pra dizer a verdade. Mas foi um personagem muito presente na minha infância, mais por conta do desenho animado feito pra TV que pelo gibi, que eu achava chato. Não me pergunte porque eu gostava tanto dele, não sei dizer. Tinha o lance de ficar forte comendo espinafre – e comecei a comer por causa dele.

Eu vivia desenhando o Popeye. Cheguei a fazer umas histórias em quadrinhos dele em folhas de caderno e vendi pra uns colegas da escola.

Mesmo sendo um personagem esquecido, alguns talvez digam até ultrapassado, acho ele perfeito pra uma história que quero contar. Me aguarde! 😉

Lago dos Patos, Guarulhos

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Uma curiosidade: na tira mais recente, a 28, os meninos estão voltando da escola pelo Lago dos Patos, na Vila Galvão, em Guarulhos. Um Lago meio “maquiado”, por assim dizer. Tive que alterar um pouco as cores, pois o colorido real do parque não combina com as cores que uso nas tiras do Jeanzinho.

Embora atualmente eu viva em Manaus, não esqueço de onde vim nem renego minhas origens. 🙂

Durante a maior parte da minha vida eu desprezei Guarulhos. Isso só mudou quando passei a me interessar pela história da cidade – o que começou quando quis saber quem era o soldado que dava nome à rua onde eu morava. Descobri que ele foi um pracinha que morreu na Itália, durante a II Guerra Mundial. Fui procurando conhecer mais sobre a história da cidade, conheci a AAPAH (Associação de Amigos do Patrimônio e Arquivo Histórico) e comecei a gostar de Guarulhos. Isso não significa que fiquei cego para os problemas da cidade: eles continuam lá. Mas quando a gente conhece a história do lugar onde vive, tudo muda. A gente compreende que faz parte de um organismo maior, que começou há muito tempo. Enxergamos os problemas locais – e nos sensibilizamos ainda mais com eles. Passamos a nos importar mais com as coisas que acontecem ao nosso redor.

Por isso acredito muito na ideia de que as escolas deveriam ensinar História Local a seus alunos. Acredito que as pessoas cuidariam melhor do lugar onde vivem se conhecessem a história dele.

Por isso, também, as histórias do Jeanzinho se passam em Guarulhos. Uma Guarulhos nem sempre 100% fiel à realidade, mas ela está lá, e vai continuar. 🙂