0

Paulo Henrique

personagens_paulo henrique
O Paulo Henrique das tiras do Jeanzinho foi baseado numa pessoa real, da época em que eu estava no ginásio (atual Fundamental II). A diferença é que ele era loiro, mas escolhi deixar o personagem ruivo pra não ter dois loiros na tira.
Não sofri bullying nas mãos dele, felizmente, mas soube de algumas crianças menores que sofreram. Era filho de uma professora, e sendo assim, ficava entendido (na cabeça das crianças, não necessariamente no mundo real) que ele era alguém “importante”, a maior autoridade dentro da sala de aula depois da professora, e portanto devia ser “respeitado”. E com base nisso o Paulo Henrique cometia seus abusos. Então, bem cedo na vida eu já havia notado como funciona o mundo, o poder, e como as pessoas o utilizam.
Conheci outros Paulos Henriques na vida, e outras pessoas com nomes compostos… Eram todas pessoas difíceis de lidar. Tenho medo de pessoas com nomes compostos.
Não digo que todos os Paulos Henriques do mundo sejam maus. Não conheço todos. Mas todo Paulo Henrique que eu, pessoalmente, conheci, era um demônio.
Então, nada melhor (ou pior) que eleger o PH para representar todas essas pessoas que adoram abusar do poder.
0

Popeye

popeye_jean okada

O Popeye no meu traço, pra uma futura história que quero fazer com o Jeanzinho ao lado do marinheiro caolho. 🙃

Hoje em dia é um personagem esquecido, muito distante do radar das crianças atuais. Até do meu, pra dizer a verdade. Mas foi um personagem muito presente na minha infância, mais por conta do desenho animado feito pra TV que pelo gibi, que eu achava chato. Não me pergunte porque eu gostava tanto dele, não sei dizer. Tinha o lance de ficar forte comendo espinafre – e comecei a comer por causa dele.

Eu vivia desenhando o Popeye. Cheguei a fazer umas histórias em quadrinhos dele em folhas de caderno e vendi pra uns colegas da escola.

Mesmo sendo um personagem esquecido, alguns talvez digam até ultrapassado, acho ele perfeito pra uma história que quero contar. Me aguarde! 😉

0

Lago dos Patos, Guarulhos

jeanzinho_sample_tira_28

Uma curiosidade: na tira mais recente, a 28, os meninos estão voltando da escola pelo Lago dos Patos, na Vila Galvão, em Guarulhos. Um Lago meio “maquiado”, por assim dizer. Tive que alterar um pouco as cores, pois o colorido real do parque não combina com as cores que uso nas tiras do Jeanzinho.

Embora atualmente eu viva em Manaus, não esqueço de onde vim nem renego minhas origens. 🙂

Durante a maior parte da minha vida eu desprezei Guarulhos. Isso só mudou quando passei a me interessar pela história da cidade – o que começou quando quis saber quem era o soldado que dava nome à rua onde eu morava. Descobri que ele foi um pracinha que morreu na Itália, durante a II Guerra Mundial. Fui procurando conhecer mais sobre a história da cidade, conheci a AAPAH (Associação de Amigos do Patrimônio e Arquivo Histórico) e comecei a gostar de Guarulhos. Isso não significa que fiquei cego para os problemas da cidade: eles continuam lá. Mas quando a gente conhece a história do lugar onde vive, tudo muda. A gente compreende que faz parte de um organismo maior, que começou há muito tempo. Enxergamos os problemas locais – e nos sensibilizamos ainda mais com eles. Passamos a nos importar mais com as coisas que acontecem ao nosso redor.

Por isso acredito muito na ideia de que as escolas deveriam ensinar História Local a seus alunos. Acredito que as pessoas cuidariam melhor do lugar onde vivem se conhecessem a história dele.

Por isso, também, as histórias do Jeanzinho se passam em Guarulhos. Uma Guarulhos nem sempre 100% fiel à realidade, mas ela está lá, e vai continuar. 🙂

0

Apresentando Flávio

IMG_20170514_105304

Introduzi um novo personagem nas tiras do Jeanzinho que ainda não disse como se chama, mas digo agora: é o Flávio.

Me inspirei num amigo que tive na escola, na 5a. série, aos 11 anos. Era Flávio também, mas nós o chamávamos de “Frajola”. Por motivos óbvios, não pude manter o apelido. Se ele era “devagar”? Na minha opinião, não. É verdade que as notas dele não eram lá muito boas. Mas o Flávio era um daqueles não poucos meninos, na época, que se viam obrigados a trabalhar desde muito cedo para ajudar no sustento da família, e isso prejudicava bastante o rendimento escolar dele.

Flávio era o que chamávamos de “aluno repetente” – tinha 14 anos, numa classe em que os outros colegas tinham 11. Ao fim do ano letivo, ficamos sabendo que ele ficou “retido” outra vez, e não o vimos mais no ano seguinte. Talvez tivesse mudado de período, ou de escola… Ou (o que era muito comum na época, e ainda hoje) abandonou os estudos. Nunca saberemos.

Eu gostava muito dele. Acho que foi a pessoa mais paciente e tranquila que conheci em toda minha vida. Nunca o vi ficar irritado ou gritando com alguém, em nenhuma situação. Era sempre amável e educado com todo mundo.

Não sei, Flávio, se você conseguiu dar a volta por cima e fazer uma vida legal pra você. Por via das dúvidas, vou tentar fazer isso por aqui.

0

May The 4th Be With You

Eu fui uma das crianças felizes que assistiram no cinema “Star Wars – Uma Nova Esperança” (ou apenas “Guerra nas Estrelas”, na época). Sim, sou velho assim. 🙂 O impacto que Star Wars teve sobre mim e a minha geração é inegável. Quem viveu aqueles tempos e conhecia os (poucos) filmes de ficção científica que rolavam no período sabe como “Guerra nas Estrelas” era uma coisa impressionante de ver.

E é isso. Que a Força esteja com com vocês!jeanzinho_star wars day